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Indicadores Financeiros

Indicadores Financeiros

Você sabe o que são e como calculá-los?

A melhor forma de controlar as finanças e evitar crises, é utilizando os indicadores financeiros. Com eles conseguimos ter uma visão mais clara da real saúde da empresa e com isso tomar decisões mais seguras.

Os indicadores financeiros são calculados com base nas demonstrações contábeis e, portanto, a informação contábil deve ser revestida de qualidade sendo objetiva, clara, concisa, permitindo ao analista avaliar a situação econômica e financeira da organização.

Simplificando: os indicadores financeiros nada mais são que ferramentas para coletar e gerar informações financeiras sobre determinada situação. Com ele, é possível ter um acompanhamento de uma situação de maneira relevante e precisa.

Para que eles sejam realmente úteis, é necessário traçar uma estratégia de utilização. Onde o primeiro passo é avaliar o planejamento estratégico do negócio e reconhecer quais são as suas necessidades. A partir disso, é possível identificar quais são os indicadores mais relevantes. Diante dos resultados, é necessário interpretá-los, bem como fazer inferências sobre a tendência futura

O que os indicadores financeiros demonstram sobre o seu negócio?

Qual é o impacto desses resultados?

Está dentro do esperado para o planejamento estratégico?

Fazer (e responder) essas perguntas é importante, porque nem sempre a mesma margem de contribuição é positiva para negócios diferentes.

Os indicadores de liquidez têm por objetivo apurar a capacidade empresarial de saldar suas obrigações com terceiros. Pinheiro (2009) apresenta que a busca por ter um equilíbrio entre as obrigações e os recursos financeiros detidos pela empresa faz com que gerasse uma necessidade de gestão da liquidez. Tais indicadores são apresentados no Quadro 1.

Quadro 1– Definições dos indicadores de liquidez

Indicadores de  LiquidezDefinição
  ImediataRepresenta o valor de quanto se dispõe imediatamente para saldar As  dívidas de curto prazo, outra nomenclatura dada para esse índice é De liquidez absoluta ou instantânea.
CorrenteRelaciona uma unidade de real conversível em curto prazo com relação às dívidas que vencem no curto prazo.
SecaConfronta o ativo circulante reduzindo-se os estoques, com o passivo circulante.
  GeralDetecta a capacidade de pagamento de longo prazo do empreendimento. Confronta o total de ativos circulantes e realizável a longo prazo com o total dos passivos circulante e de longo prazo.
Fonte: Elaborado com base em Oliveira et al. (2010).

Por sua vez, os indicadores de estrutura de capital relacionam as fontes de fundos entre  si, procurando retratar a posição relativa do capital próprio com relação ao capital de terceiros, dessa forma, sinalizam o grau de risco acarretados pelas obrigações onerosas, e mostrando em números as decisões financeiras em relação a obtenção e aplicação dos recursos da entidade (SILVA, 2019). Os diferentes indicadores de estrutura de Capital são pontuados no Quadro 2.

Quadro 2 – Indicadores de Estrutura de Capital

Indicadores de Estrutura de CapitalDefinição
Participação do Capital de Terceiros (Endividamento)Estabelece uma relação entre o que a empresa deve a terceiros (passivo circulante e exigível a longo prazo) e o dinheiro dos sócios investidos na empresa, decorrendo o capital próprio.
Composição do  EndividamentoIndica a concentração dos recursos de terceiros devidos a curto prazo. Confronta o passivo circulante com o total de capital de terceiros.
Endividamento GeralDemonstra quanto do seu ativo está comprometido em comparação a liquidação de todas suas obrigações de curto e longo prazo.
  Imobilização do Patrimônio LíquidoQuanto mais a empresa investir no Ativo Permanente, menos recursos  próprios sobrarão para o Ativo Circulante, e, em consequência, maior será a dependência a capitais de terceiros para o financiamento do Ativo Circulante.
  Imobilização dos Recursos Não CorrentesEste índice não deve em regra ser superior a 100%. Ainda que a empresa  quase tenha necessidade de Ativo Circulante, deve sempre existir um pequeno excesso de Recursos não Correntes em relação às imobilizações, destinado ao Ativo Circulante.
Fonte: Elaborado com base em Oliveira et al. (2010).

Os indicadores econômicos, podem ser definidos como os responsáveis por indicar as margens de lucro (rentabilidade), de retorno do capital investido, velocidade das operações realizadas, entre outras finalidades (OLIVEIRA et al., 2010), apresentando informações ligadas ao usuário externo das empresas. Os indicadores de rentabilidade apresentam maior proximidade com a variação do preço da ação do que os indicadores financeiros, demonstrando ser a principal escolha de análise ao pensar e aplicar em investimentos (SORDI, 2020). No Quadro 3 são apresentados os indicadores de rentabilidade.

Quadro 3 – Definição dos indicadores de rentabilidade

Indicadores de RentabilidadeDefinição
Rentabilidade do Investimento  (ROI)É o retorno sobre os investimentos totais (Ativo Total) efetuados na empresa.
Rentabilidade do Ativo (ROA)Mede a eficácia geral da administração na geração de lucros a partir dos ativos disponíveis.
Rentabilidade do Patrimônio  Líquido (ROE)Mede o retorno obtido sobre o investimento dos acionistas ordinários da empresa.
  Giro do AtivoEstabelece a relação entre as vendas do período e os investimentos totais      efetuados na empresa, expressando o nível de eficiência com que são utilizados os recursos aplicados.
  Margem OperacionalConfronta o lucro operacional com as vendas líquidas. Será voltada para o controle do volume das despesas operacionais e para medida do desempenho  dos setores de administração e de vendas.
Grau de Alavancagem FinanceiraÉ a utilização de capital de terceiros na estrutura de capital da empresa, assim, o grau de alavancagem financeira (GAF) mede o  quanto  a empresa está ganhando/perdendo por utilizar  capital de terceiros.
Earnings Before Interests,  Taxes, Depreciation and Amortization (EBITDA)O procedimento para calcular o EBITDA é inteiramente livre de regulamentação. As medições não baseadas em normas contábeis são definidas como aquelas que incluem ou excluem montantes não previstos nas medições econômicas associadas às normas contábeis mais diretamente comparáveis.
  Economic Value Added (EVA)É uma medida de avaliação de desempenho que  considera todos os custos de operação, inclusive os de oportunidade. Ele representa o resultado operacional depois dos impostos da companhia, menos os encargos pela utilização do capital de terceiros e de acionistas, e mede quanto foi gerado a mais em relação ao retorno mínimo  exigido pelos fornecedores de capital da  organização.
Fonte: Elaborado com base em Gitman (2010), Oliveira et al. (2010), Araújo e Mendes (2018), Júlio e Paiva (2019) e Silva (2019).

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